Comprar caminhões, reduzir o custo com frete terceirizado e ganhar mais controle sobre a operação. Quando olhamos apenas para esses pontos, a decisão de investir em uma frota própria parece simples.
Mas, na prática, internalizar o transporte representa uma mudança muito maior na operação de uma indústria.
O caminhão é apenas o primeiro passo. Depois dele, vêm motoristas, manutenção, gestão de riscos, acompanhamento de desempenho, controle de custos e, principalmente, a necessidade de transformar dados em decisões.
Nesse artigo você confere o que tem levado as empresas a fazer essa escolha, como obter resultado, de fato, com a nova frota e o papel da tecnologia nesse cenário.
O avanço das frotas próprias no mercado brasileiro
Um levantamento da Platform Science aponta que 64,1% das empresas brasileiras voltaram a apostar majoritariamente em frota própria.
Entre os fatores que ajudam a explicar esse movimento estão o custo elevado do frete terceirizado e a necessidade de ter mais controle sobre disponibilidade e margem.
O movimento é liderado principalmente por frotas médias, com 50 a 299 veículos.
Mais do que uma mudança na forma de transportar, a internalização representa uma tentativa de colocar mais etapas da operação sob o controle da própria empresa. E existem ganhos importantes nessa estratégia.
Vantagens da frota própria
Há diversos motivos que levam empresas da indústria e varejo, trocarem a terceirização do transporte para a internalização dessa operação na cadeia produtiva. A principal vantagem enxergada na frota própria é a visibilidade da mercadoria trecho a trecho. Mas não para por aí:
1. Mais visibilidade sobre prazos e rotas
Quando a operação depende de terceiros, parte da gestão do transporte também depende da disponibilidade e dos processos dessas empresas. Com uma frota própria, a indústria passa a ter mais autonomia para organizar rotas e prazos de acordo com sua própria operação e agenda.
2. Padronização do atendimento
A frota própria também pode contribuir para uma experiência mais consistente para o cliente. Com processos definidos internamente, a empresa consegue estabelecer padrões para veículos, condução e atendimento, reduzindo a dependência de diferentes prestadores.
3. Menos pontos de falha
Quanto mais intermediários existem em uma operação, mais pontos podem surgir para falhas de comunicação. Ao internalizar o transporte, parte desse fluxo fica concentrada dentro da própria empresa, facilitando o acompanhamento das etapas da entrega.
4. Adaptação às características da carga
Cada tipo de carga pode exigir uma configuração diferente de veículo e operação. Ter uma frota própria permite que a indústria adapte seus recursos às necessidades específicas do transporte, sem depender exclusivamente da disponibilidade de terceiros.
Mas existe uma diferença importante entre ter uma frota própria e ter uma frota própria eficiente. Já te adianto: adquirir o veículo é só o primeiro passo.
Vantagens da frota terceirizada
A terceirização também pode trazer ganhos importantes para a indústria, principalmente quando a prioridade é ter flexibilidade e reduzir a complexidade da operação.
Menor investimento inicial: a empresa não precisa investir na aquisição dos caminhões para colocar a operação em funcionamento, preservando capital para outras áreas do negócio
Mais flexibilidade operacional: a capacidade de transporte pode ser ajustada de acordo com a demanda, sem que a empresa precise manter uma frota própria dimensionada para os períodos de maior volume.
Menor responsabilidade sobre a estrutura: custos e atividades relacionados à manutenção dos veículos, contratação de motoristas e parte da gestão operacional ficam sob responsabilidade da transportadora contratada.
Acesso a uma estrutura especializada: o trabalhar com uma transportadora, a indústria pode contar com profissionais, veículos e processos que já fazem parte de uma operação de transporte estruturada, sem precisar desenvolver toda essa estrutura internamente.
Como implementar a frota própria?
A aquisição do veículo costuma ser a parte mais evidente da decisão. Mas o custo de uma frota não termina na compra do caminhão.
Um veículo pode representar um investimento na casa de R$1 milhão, dependendo de sua configuração e aplicação. A partir daí, a empresa passa a assumir uma série de custos e responsabilidades que antes estavam, pelo menos em parte, dentro da estrutura do transportador terceirizado.
É preciso contratar e desenvolver motoristas, estruturar processos de manutenção, acompanhar consumo, administrar riscos e criar uma rotina de gestão capaz de fazer a operação evoluir.
Isso traz quatro desafios principais que apenas adquirir o veículo não resolve:
1. Ter visibilidade sobre a frota
Comprar o caminhão não significa, automaticamente, saber o que está acontecendo com ele. Para isso, é preciso ferramentas que possibilitam acompanhar como o veículo está sendo utilizado, a forma que o motorista está conduzindo, onde existem oportunidades de melhoria e quais comportamentos podem gerar aumento de consumo, desgaste ou risco.
Sem essas informações, a gestão passa a depender de percepção e informações pontuais e pouco seguras. Por outro lado, com os dados, é possível acompanhar a operação de maneira contínua, próxima e detalhada.
2. Controlar a manutenção
Uma frota própria também significa assumir a responsabilidade pela disponibilidade dos veículos. Nesse ponto, a manutenção preventiva ganha total importância, pois é ela quem permite acompanhar o desgaste dos componentes e atuar antes que um problema maior comprometa a operação.
Quando esse controle não existe, um custo que antes estava relacionado ao frete terceirizado pode simplesmente mudar de lugar e aparecer na forma de manutenção corretiva excessiva, veículo parado e perda de produtividade.
Por isso, a gestão da frota precisa olhar não apenas para o custo de aquisição, mas também para o custo de manter cada veículo rodando. E aqui fica uma dica: A forma como o seu caminhão é conduzido na estrada, tem total relação com a durabilidade dele e dos componentes.
3. Construir um padrão de condução
Outro desafio está em quem está atrás do volante.
Uma indústria que começa a trabalhar com frota própria pode estar entrando em uma realidade operacional completamente nova. E, com ela, surge a necessidade de construir um padrão de condução alinhado aos objetivos da empresa.
Não basta contratar o motorista e colocar o caminhão na estrada. Para que a sua operação rode sem custos elevados é preciso acompanhar seu desempenho, identificar oportunidades de melhoria e criar mecanismos para que boas práticas sejam repetidas ao longo do tempo.
Isso pode ter impacto direto em indicadores como consumo, segurança, conservação do veículo e produtividade.
4. Fazer gestão de risco em tempo real
Uma operação de transporte está sujeita a diferentes variáveis durante a viagem. Por isso, acompanhar os indicadores depois que o problema aconteceu não é suficiente para uma gestão que busca atuar de forma preventiva.
Quanto mais rápido a empresa identifica um comportamento fora do padrão ou uma situação de risco, maior é a possibilidade de agir antes que aquilo se transforme em um problema operacional. E, novamente, isso depende de dados.
Onde a tecnologia entra na gestão da frota própria?
Começar uma frota própria significa assumir uma operação que antes estava nas mãos de terceiros.
Com os caminhões, vêm novas responsabilidades: entender o que acontece na estrada, acompanhar o desempenho dos motoristas, controlar custos e criar uma rotina de gestão capaz de sustentar o crescimento da operação.
É nesse ponto que a tecnologia deixa de ser apenas um recurso complementar e passa a fazer parte da estrutura da frota.
Com os dados certos, a indústria consegue acompanhar a operação desde os primeiros quilômetros.
É possível entender como os veículos estão sendo conduzidos, identificar oportunidades de economia, acompanhar o desempenho dos motoristas e observar a evolução dos indicadores ao longo do tempo.
Para uma empresa que está começando, isso representa uma vantagem importante: não é preciso esperar a frota crescer para começar a organizar sua gestão. A estrutura pode ser construída desde o primeiro caminhão.
Tecnologia para construir uma operação orientada por dados
Na Gobrax, esse acompanhamento acontece em diferentes pontos da operação.
O motorista conta com um aplicativo que permite acompanhar seu desempenho, sua nota, indicadores de consumo e oportunidades de melhoria.
Já a gestão reúne os dados da frota em uma única plataforma, permitindo comparar o desempenho entre motoristas e veículos e acompanhar a evolução dos indicadores.
Dessa forma, a empresa consegue transformar informações da operação em uma rotina de gestão e, em vez de olhar apenas para o resultado final, passa a ser a entender o que está acontecendo em cada trecho da viagem.
Frota própria exige mais do que novos caminhões
A decisão de internalizar o transporte pode trazer mais controle, autonomia e previsibilidade para a indústria. Mas esses benefícios não vêm automaticamente com a aquisição dos veículos.
Uma frota própria exige pessoas, processos e tecnologia capazes de sustentar a operação. Por isso, anota aí essas 4 lições rápidas:

Se a sua indústria está começando a trabalhar com frota própria, ou se a frota já está crescendo, a Gobrax pode fazer parte dessa construção. Quer entender como estruturar a gestão da sua frota desde o início? Entre em contato com a Gobrax.