O futuro da logística no Brasil pede tecnologia, sustentabilidade e uma nova exigência por eficiência operacional. Diante disso, transportadoras e embarcadores precisam se perguntar: sua empresa está preparada para os próximos anos?
Em primeiro lugar, um dos principais pilares do futuro da logística é a tecnologia. A integração de Inteligência Artificial em rotinas operacionais tem permitido ganhos reais em previsibilidade, automação e otimização de rotas. Atualmente, as empresas percebem que a digitalização deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar uma necessidade básica.
Além disso, a utilização de dados em tempo real, roteirização inteligente e ferramentas de análise preditiva têm sido determinantes para reduzir erros, evitar desperdícios e melhorar a ocupação dos veículos.
Por outro lado, além da tecnologia, outra questão comentada diariamente no setor de transporte é a urgência de adotar práticas sustentáveis na cadeia de suprimentos. A implementação de combustíveis alternativos, como o biometano, e o investimento em soluções que acompanham esse gasto de forma mais eficiente já fazem parte da realidade de empresas que buscam se destacar.
Ademais, a pressão por práticas ESG não vem apenas da sociedade: os embarcadores também estão cada vez mais exigentes. Transportadoras que não apresentam dados concretos de redução de emissões ou consumo acabam ficando fora de grandes contratos logísticos.
Paralelo a isso, a combinação de diferentes modais logísticos, como rodoviário, ferroviário e cabotagem, é uma das grandes oportunidades de médio e longo prazo. A diversificação de modais é considerada essencial para aumentar a eficiência e reduzir custos logísticos em até um terço, especialmente em trajetos de longa distância.
No entanto, há gargalos que precisam de atenção imediata. Entre os principais estão a escassez de motoristas qualificados, o aumento dos custos operacionais (especialmente do diesel e manutenção) e a falta de previsibilidade na demanda. Todos esses fatores impactam diretamente a rentabilidade do transporte rodoviário.
Além disso, o envelhecimento da força de trabalho, aliado à baixa atratividade da profissão para as novas gerações, representa um risco iminente para a operação logística.
Para garantir operações mais justas e eficientes, é preciso fortalecer as parcerias estratégicas. Empresas que investem em dados, transparência e práticas sustentáveis estão conseguindo negociar melhores prazos, valores e condições operacionais.
O setor logístico está diante de grandes desafios, mas também de grandes oportunidades. A empresa que investir em tecnologia, sustentabilidade e inteligência operacional terá uma vantagem competitiva clara em 2025.
E se você não quer perder nenhuma atualização sobre o transporte rodoviário, acompanhe o @moveacademybr, nosso podcast!
Nos vemos na estrada! 👋
O conceito de ESG tornou-se um fator fundamental para a sustentabilidade e veio para ficar nas empresas. Originado em 2004 por meio do Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial, o ESG integra princípios ambientais, sociais e de governança corporativa nas decisões empresariais.
Além disso, o impacto desse conceito vai muito além das práticas internas das organizações. Ele influencia diretamente a relação com seus fornecedores. Dessa forma, a adoção de critérios ESG na cadeia de suprimentos não apenas melhora a reputação corporativa, mas também reduz riscos, fortalece a conformidade regulatória e promove um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Pacto Global da ONU em parceria com a consultoria Stilingue, nos últimos quatro anos, o número de menções à sigla ESG cresceu impressionantes 2.600% nas redes sociais. Isso demonstra uma crescente preocupação global com a sustentabilidade e a governança corporativa.
Diante desse cenário, as empresas que incorporam critérios ESG na escolha de seus fornecedores ganham vantagens competitivas, como:
Compliance e regulação: Estar em conformidade com normas ambientais e sociais evita penalidades e sanções.
Redução de riscos: Evitar associação com práticas ambientais prejudiciais, trabalhos irregulares e falta de transparência.
Valorização da marca: Consumidores e embarcadores estão cada vez mais atentos à ética e práticas sustentáveis.
Eficiência operacional: Processos sustentáveis podem reduzir custos a longo prazo e aumentar a produtividade.
Para começar, grandes embarcadores avaliam transportadoras com base nos critérios ESG. Isso inclui verificar a origem dos materiais, as condições de trabalho, a emissão de poluentes e as práticas éticas.
Além disso, manter um processo transparente de auditoria e apresentar dados concretos garante que a transportadora cumpra os padrões ESG. O uso de certificações reconhecidas, como ISO 14001 e ABNT PR2030, pode ser um diferencial competitivo.
Outra estratégia importante é incentivar fornecedores a adotarem soluções sustentáveis. Isso pode incluir o uso eficiente de recursos naturais, a redução de emissões de CO₂ e a implementação da logística reversa.
Entretanto, é fundamental evitar fornecedores que praticam o chamado “greenwashing”, ou seja, que promovem discursos sustentáveis sem respaldo real. Para isso, é essencial trabalhar com dados e indicadores confiáveis.
Por fim, criar programas de sensibilização e treinamento para fornecedores é uma excelente prática. Isso garante que eles compreendam a importância do ESG e possam implementar melhorias em seus processos.
A implementação do ESG é extremamente relevante no setor de transportes e logística. Afinal, esse setor enfrenta desafios relacionados às emissões de carbono, ao consumo de combustível e às condições de trabalho. Diante desse cenário, algumas iniciativas que podem ser adotadas incluem:
Além dessas ações, a incorporação de critérios ESG na escolha de fornecedores não é mais uma opção, mas sim uma necessidade para empresas que desejam crescer de forma sustentável e responsável. Isso porque, além de atender às demandas regulatórias e sociais, essa estratégia fortalece a reputação e cria um ambiente de negócios mais ético e eficiente.
Em outras palavras, empresas que se antecipam a essa tendência e promovem boas práticas ESG com seus fornecedores estão mais bem posicionadas para o futuro e conquistam maior valor no mercado.
Diante de tudo isso, a pergunta que fica é: sua empresa está pronta para essa transformação?
Quer ficar por dentro do setor logístico em primeira mão? Acompanhe o podcast @moveacademybr
Nos vemos na estrada! 👋
Segundo o Boston Consulting Group (BCG), a indústria logística global precisa cortar a emissão de CO2 em 45% até 2030 para atender às metas de descarbonização. Apesar dessa necessidade ser urgente, apenas 8% das empresas do setor têm estratégias bem definidas para avançar nessa direção.
A pesquisa mostra que 43% dos entrevistados não fizeram nada em termos de descarbonização e somente 8% demonstram um compromisso real com a redução dos gases de efeito estufa, com estratégias definidas e ações implementadas com a finalidade de gerar impactos positivos. Essa é a porcentagem que o cenário busca: empresas que prestam serviços logísticos verdes, regulamentações governamentais mais rigorosas e a colaboração crescente.
O estudo Tapping into the Power of the BCG Decarbonization Index for Logistics Service Providers recomenda ações através dos 5 Ds:
1. Mensuração precisa das emissões (Determinar):
Monitore a pegada de carbono da sua frota e identifique as principais fontes de emissão.
2. Identificação de oportunidades de mercado (Discernir):
Analise as pressões do mercado e oportunidades de sustentabilidade;
3. Planejamento estratégico para a descarbonização (Desenvolver):
Quantifique os custos de sua jornada de descarbonização, considerando tanto despesas de capital quanto operacionais e simule o impacto de investimentos recuperados e projeções de lucro.
4. Diferenciação dos serviços (Diferenciar):
Desenvolva ações sustentáveis em colaboração com outras empresas e procure oportunidades em mudanças nos modos de transporte.
5. Construção estratégica (Desenhar):
Crie um roteiro para executar as metas de redução de carbono com recursos necessários e estimativa de redução e prazos.
A indústria logística atualmente é responsável por 22% dos gases de efeito estufa, sendo o transporte de mercadorias responsável por mais de 40% desse total. O ESG não é mais uma tendência, mas sim uma necessidade ambiental.
Não sabe por onde começar? A Gobrax te ajuda a ter a análise completa da sua frota em uma única plataforma multimarca.
E se você tem interesse em saber mais sobre o assunto mas está sem tempo de ler mais um pouco, acompanhe o podcast Move Academy para ficar por dentro de tudo que acontece no mundo da logística.
De hoje em diante, sua transportadora está pronta pode colocar em prática o ESG!
Nos vemos na estrada! 👋
Por: Leonardo Dulcio, Analista de Marketing da Gobrax.
As tragédias ambientais são eventos imprevisíveis que podem causar enormes prejuízos em diversas áreas, especialmente na logística. Incêndios florestais, enchentes e terremotos são apenas alguns exemplos de desastres que podem interromper cadeias de suprimentos e afetar a entrega de mercadorias, causando prejuízos econômicos. Neste artigo, vamos trazer algumas estratégias essenciais para reduzir o impacto logístico dessas tragédias.
Logística nas crises ambientais
A logística desempenha um papel crucial na resposta a desastres ambientais. A capacidade de mover recursos rapidamente para áreas afetadas pode fazer a diferença entre uma recuperação rápida e uma prolongada. Além disso, uma logística eficiente pode minimizar os danos econômicos e sociais, garantindo que as necessidades básicas da população sejam atendidas.
Planejamento Antecipado e Análise de Riscos
Um dos passos mais importantes para diminuir o impacto logístico é o planejamento antecipado. Empresas devem realizar análises de risco detalhadas para identificar possíveis ameaças ambientais em suas regiões de operação. Com base nessa análise, é possível desenvolver planos de contingência que incluem rotas alternativas, estoques de emergência e parcerias com fornecedores em áreas menos propensas a desastres.
Tecnologia e logística
A tecnologia é uma aliada poderosa na gestão de crises ambientais. Sistemas de monitoramento em tempo real, podem fornecer informações precisas sobre a condição das estradas. Além disso, essas tecnologias permitem a reconfiguração rápida de rotas e a otimização de recursos, reduzindo o tempo de resposta.
Treinamento dos colaboradores
Investir em treinamento contínuo para as equipes de logística é essencial. Profissionais bem preparados são capazes de tomar decisões rápidas e eficazes em situações de crise. Simulações de desastres e treinamentos práticos ajudam a identificar pontos fracos nos planos de contingência e a melhorar a capacidade de resposta.
O mercado não pode mais ser pego de surpresa com os efeitos colaterais de desastres ambientais, como o que aconteceu neste ano no Rio Grande do Sul. Diminuir o impacto logístico em tragédias ambientais é um desafio complexo que exige planejamento, tecnologia, colaboração e treinamento. Ao adotar essas estratégias, as empresas podem garantir que estão melhor preparadas para enfrentar crises ambientais. Lembre-se, a chave está na proatividade e na capacidade de adaptação, assegurando que sua operação logística continue eficiente mesmo diante das adversidades.
Por: Leonardo Dulcio, Analista de Marketing da Gobrax.
No cenário atual, a busca por práticas de sustentabilidade não é apenas uma opção, mas uma necessidade. Em especial, no setor de transporte, onde a demanda por eficiência e responsabilidade ambiental é cada vez mais notória, a integração de práticas sustentáveis tornou-se uma meta dentro das transportadoras.
Em uma era marcada pela urgência das mudanças climáticas e da redução das emissões de gases de efeito estufa, as transportadoras desempenham um papel fundamental na promoção de uma cadeia logística mais sustentável. Mas como uma transportadora pode trabalhar a sustentabilidade em sua operação? Confira!
Otimização de Rotas e Cargas
A eficiência operacional é crucial para qualquer transportadora, e isso inclui a otimização de rotas e cargas. O planejamento logístico de cada rota deve seguir uma otimização sustentável, pensando em encaixar fretes que façam a mesma rota e não interfiram no tempo de entrega na mesma viagem.
Através dessa prática sua transportadora já está agindo de forma eficiente por um mercado de transporte mais sustentável, reduzindo a emissão de gases, economizando combustível fóssil e aumentando a vida útil do caminhão.
Sustentabilidade na rotina
Introduza o tema da sustentabilidade na rotina dos colaboradores da sua transportadora. Use espaços como reuniões e palestras para mostrar a importância de cada um nessa causa.
Apresente números e provas palpáveis para mostrar ao seu motorista, que uma condução consciente, além de economizar financeiramente, ajuda na preservação do meio ambiente. Por fim, pequenas práticas internas, como a separação do lixo, já colaboram com a preservação do meio ambiente.
Parcerias Sustentáveis
Uma transportadora que busca ter como foco a sustentabilidade deve buscar parcerias com fornecedores que compartilhem os mesmos valores e que sigam a agenda ESG.
Isso pode incluir a escolha de fornecedores que adotem práticas ambientalmente responsáveis em sua cadeia de suprimentos e o trabalho em conjunto com clientes para desenvolver soluções logísticas mais sustentáveis.
Um spoiler sobre o próximo tópico? A Gobrax é um desses fornecedores que adotam práticas sustentáveis e funcionalidades em sua tecnologia que incentivam sua transportadora a diminuir a emissão de CO2.
Uso de Tecnologia Inteligente
A tecnologia desempenha um papel fundamental na transformação do setor de transporte em direção à sustentabilidade. A implementação de sistemas de telemetria, por exemplo, permite monitorar o desempenho da condução dos motoristas em tempo real, identificar áreas de melhoria e tomar medidas proativas para reduzir o consumo de combustível e as emissões. Além disso, a adoção de soluções de gestão de frota baseadas em nuvem pode ajudar as transportadoras a otimizar suas operações e reduzir o desperdício de recursos.
Em resumo, trabalhar a sustentabilidade em uma transportadora exige um compromisso contínuo com a inovação, eficiência e responsabilidade ambiental. Ao otimizar rotas e cargas, usar tecnologia inteligente e buscar parcerias sustentáveis, as transportadoras podem não apenas reduzir seu impacto ambiental, mas também melhorar sua competitividade no mercado e contribuir para a construção de um futuro mais sustentável para todos.
A plataforma da Gobrax conta com uma página de Controle da Emissão de CO2 e ajuda a visualizar como a sua transportadora está comprometida com a agenda ESG. Quer saber mais? Clique aqui e converse com um de nossos especialistas para conhecer tudo sobre a Gobrax.