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Disponibilidade de frota no TRC: o que é e como calcular

A disponibilidade de frota no TRC é uma pauta estratégica dentro da operação de uma transportadora. Caminhão parado no pátio é uma fonte de custo elevado que afeta o bolso do transportador e reduz a possibilidade de aumento de margem. Nesse artigo, vamos te mostrar o que é a disponibilidade de frota, o que influencia a sua ocorrência, como evitar o caminhão parado, quais indicadores acompanhar e como trabalhar para que ela seja rotina na sua transportadora.

O que é a disponibilidade de frota?

A disponibilidade de frota no transporte rodoviário de cargas (TRC) refere-se à taxa de veículos de uma operação logística que estão aptos a rodar com segurança. Nas transportadoras, deve ser um dos principais indicadores de análise, visto que influencia diretamente nos custos, relacionamento com o cliente e organização logística.

É importante ressaltar que uma alta taxa de disponibilidade é um sinal positivo para a operação, enquanto que o aumento da indisponibilidade, exigirá recalculo de rota.

O que influencia a disponibilidade de frotas?

São diversos os fatores que influenciam a taxa de disponibilidade dos veículos de uma frota. Dentre os mais recorrentes, podemos citar:

Para que uma operação continue rodando sem prejuízos, a gestão precisa estar com todos esses pontos mapeados, identificando com precisão a raiz dos problemas que geram a indisponibilidade dos veículos.

Como calcular?

Para entender se a sua operação está com uma boa disponibilidade de frotas, é preciso calcular a porcentagem de indisponibilidade, ou seja, a porcentagem de veículos parados. 

Para isso, basta dividir o número de veículos parados pela quantidade total da frota e multiplicar por 100. Para ficar mais claro, siga a fórmula abaixo:

Dessa forma, você consegue ter uma porcentagem geral da indisponibilidade de veículos na sua operação. O ideal é que esse indicador não ultrapasse os 20%, que é uma taxa aceitável no setor de transporte rodoviário de cargas. 

Principais indicadores para gestão de disponibilidade de frota

Cuidar da disponibilidade de frotas de uma transportadora não é tarefa simples e, quanto maior o número de veículos, maior será esse desafio. Portanto, mais do que apenas contar com a sorte, é preciso criar uma estratégia sólida, pautada em indicadores reais que te ajudem a prever situações a partir de dados históricos.

Dentre os principais indicadores que podem auxiliar no processo de gestão da disponibilidade de frotas, estão:

Olhar para esses números te ajuda a entender melhor onde estão os furos da sua operação no quesito disponibilidade.

Impactos da falha na gestão na disponibilidade de frotas

De forma geral, a gestão incerta da disponibilidade de frotas resulta em custos fixos elevados e na queda do faturamento por falta de capacidade de atendimento. Porém, os impactos causados pela falta de veículos rodando começam muito antes de pesar no bolso.

Dentre os principais problemas gerados pela indisponibilidade, destacam-se:

Dito isso, a única certeza é que não dá para contar com a sorte na gestão dos veículos. Para manter a margem alta e os custos baixos, cuidar da disponibilidade é essencial, e esse trabalho começa com o desenho de estratégias sólidas de acompanhamento e verificação de indicadores.

Dicas para ter um controle melhor da disponibilidade de frota

Para acompanhar a sua frota, é preciso criar padrões, rotinas e indicadores que façam sentido para o seu tipo de operação. Mais do que desenvolver esses pontos dentro da sua gestão de frotas, é preciso garantir que todo o time esteja alinhado com os processos e objetivos dessas decisões. 

Dito isso, vamos aos processos que transformam a sua gestão rumo a um aumento da disponibilidade.

Manutenção preventiva e estratégica

A melhor forma de evitar imprevistos é ter mapeado e agendado quando cada veículo da sua operação vai precisar de manutenção. Cuidar do ativo antes que ele se torne um problema é a melhor forma de ganhar tempo e reduzir custo. 

Definição de indicadores:

Deixe claros os parâmetros que guiarão as decisões para a sua operação. Além do que já citamos aqui nesse artigo, você pode contar com números sobre a condução do veículo, que também é uma das fontes de impacto para a disponibilidade.

Cuide da condução

Os hábitos de condução impactam diretamente na necessidade de manutenção corretiva. Uma direção técnica aumenta a vida útil do caminhão e promove segurança na estrada.

Invista em tecnologias e dados

Gerir toda uma frota de veículos e motoristas é um trabalho complexo e que demanda reforço. Confiar em ferramentas que te ajudem a coletar dados e centralizá-los em um único lugar reduz tempo, esforço e ainda garante maior visibilidade da operação. 

A Gobrax quer estar ao lado da sua operação em cada um desses desafios. Por isso, o nosso ecossistema voltado para a gestão de frotas já conta com ferramentas que te ajudam a acompanhar mais de perto cada veículo da operação. 

Quer conhecer na prática como impactamos a rotina de mais de 2.500 transportadoras? Nos siga nas redes sociais ou converse com um de nossos especialistas. Quer reduzir os custos da sua frota? 

Transporte do Futuro: tudo sobre um dos maiores eventos do setor

O Transporte do Futuro é um dos principais eventos do país voltado para o setor logístico. Desenvolvido especialmente para proprietários, CEOs e gestores de transportadoras, o encontro tem como foco central impulsionar a eficiência, a alta performance e a rentabilidade dos negócios.

Marcado para os dias 17 e 18 de junho, o evento acontecerá no Expo Center Norte (Pavilhão Amarelo), em São Paulo, sob a organização da Mundo Logística. Entre as principais atrações, os participantes encontrarão arenas de conteúdo segmentadas por mercado, networking técnico, espaços de negócios e mentorias coletivas.

Quer entender os detalhes do evento e conferir dicas para aproveitar a experiência ao máximo? Continue a leitura!

Para quem é o evento?

Como destacado, o evento é direcionado a CEOs, proprietários e gestores de transportadoras. Mais do que isso, o Transporte do Futuro é uma oportunidade de ouro para profissionais que buscam atualização constante sobre as novidades do transporte rodoviário de cargas. Além de conhecer soluções tecnológicas inovadoras, o público terá acesso a insights valiosos sobre o futuro do setor, compartilhados por grandes nomes do mercado.

O que você vai encontrar no Transporte do futuro?

O evento promete uma programação robusta, totalmente alinhada às principais tendências que devem impactar o setor nos próximos anos. Se você ainda tem dúvidas se vale a pena garantir o seu ingresso, confira os principais destaques confirmados pela organização:

Quais os principais temas do Transporte do Futuro 2026?

O ano de 2026 tem se mostrado desafiador para o transportador: margens apertadas, diesel em alta, novas exigências legais e as discussões sobre a reforma tributária. Por isso, debater esses temas tornou-se essencial.

Alinhado a essas transformações, o Transporte do Futuro 2026 abordará painéis estratégicos sobre:

Essas temáticas guiarão as quase 40 palestras previstas para os dois dias de evento. Entre os palestrantes de peso já confirmados, destacam-se: Alberto Rodrigues (Yara Fertilizantes), Anderson Pinheiro (PepsiCo), Fred Rezek (Mercado Livre), Eduardo Pereira (Magalu), Geisa de Lira Frey (Adidas), o jornalista Caio Coppolla e Vasco Oliveira (CEO da nstech).

Gobrax confirmada!

Isso mesmo! A Gobrax é uma das patrocinadoras do Transporte do Futuro 2026. Reafirmando o nosso compromisso com a inovação e a tecnologia, faremos a nossa estreia neste que é um dos maiores eventos do setor logístico do país.

Para celebrar esse momento, estaremos com um estande exclusivo e uma equipe de especialistas pronta para receber você. Venha nos visitar para conhecer de perto as nossas soluções, desenvolvidas estrategicamente para antecipar as tendências e atender às reais necessidades do futuro do setor de transporte.

Que tal nos encontrarmos no Transporte do Futuro 2026? Para garantir a sua presença, a Gobrax te dá 15% de desconto na compra do ingresso! Use o cupom GOBRAX15 e aproveite. 

Esperamos por você para trocar insights e impulsionar a alta performance da sua operação!

Tipos de caminhão: as principais classificações para conhecer ou relembrar

Para quem trabalha no transporte rodoviário de cargas, saber os tipos de caminhão é parte essencial da bagagem de aprendizados. Isso permite um escopo maior para determinar quais modelos fazem mais sentido para a operação, garantindo mais segurança no percurso e menos sobrecarga no veículo.

Pensando em ajudar quem está no processo de conhecimento na área ou refrescar a memória de quem já conhece bem o assunto, preparamos esse artigo com os tipos de caminhão mais comuns. Continue a leitura para gabaritar o tema!

Quais são os principais tipos de caminhão?

Há diversos tipos de caminhão no Brasil, e eles são classificados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) de acordo com estrutura de eixos, capacidade de carga e variações de tamanho. Dentre os vários tipos, podemos fazer uma divisão mais ampla entre os que são indicados para cargas leves e pesadas.

Caminhão VUC

Também conhecido como ¾, esse é o veículo urbano de cargas. Ele é um modelo mais de porte pequeno e, como o próprio nome sinaliza, é indicado para ser utilizado dentro da cidade. Por ser mais indicado para cargas secas e leves, com implemento fechado, o modelo fica próximo dos conhecidos “caminhões-baú”.


Especificações do caminhão VUC: capacidade máxima de 3,5 toneladas, largura máxima de 2,20 metros e comprimento máximo de 6,30 metros.

Caminhão toco 

Também conhecido como semirreboque, o caminhão toco é classificado como um veículo mais básico e de porte médio. O modelo conta com dois eixos na carroceria e geralmente é utilizado com caçambas para carregamento de matéria-prima de construção.  Por suas características,  o toco acaba sendo mais utilizado em perímetros urbanos.

Especificações do caminhão toco: possui 2 eixos, é um veículo 4×2, pode ter no máximo 14 metros de comprimento, largura de 2,60 metros, capacidade líquida de 6 toneladas e um PBT de 16 toneladas.

Caminhão truck

Esse modelo também é conhecido como caminhão trucado, pesado ou 6×2. Entretanto, o veículo ainda faz parte da categoria das cargas leves.  Ele é indicado para médias e longas distâncias, carregando  produtos em geral.
Especificações do caminhão truck: possui 3 eixos, é um veículo 6×2, comprimento máximo de 14 metros, largura máxima de 2,60 metros, capacidade de carga líquida entre 10 e 14 toneladas, com PBT máximo de 23 toneladas.

Cavalo mecânico simples

Esse modelo já passa a fazer parte dos caminhões tipo extrapesado. É mais indicado para uso em rodovias e pode ser utilizado para tracionar semirreboques de dois ou três eixos. Serve de encaixe para vários tipos de implementos, como baú, sider e granel.

Especificações do cavalo mecânico simples: se combinado com uma carreta de 3 eixos, poderá ter o Peso Bruto Total (PBT) de 41,5 toneladas. A junção de ambos também precisa ter um comprimento máximo de 8,15 metros, altura de 4,40 metros e largura de 2,60 metros.

Cavalo mecânico trucado

Possui eixo duplo na parte traseira do veículo e, por isso, tem maior capacidade de puxar carga de forma balanceada. Pode ser utilizado junto com carretas de até três eixos e é ideal para viagens longas. Ideal para viagens longas e capaz de carregar uma maior diversidade de cargas.

Especificações do cavalo mecânico trucado: possui comprimento máximo de 18,15 metros, altura de 4,40 metros, largura de 2,60 metros e peso bruto total, do cavalo mais a carreta, de 45 toneladas. 

Bitrem

Geralmente tracionado por um cavalo mecânico trucado, permite transportar grandes volumes com muita eficiência. 

Especificações do bitrem: é um conjunto composto por 7 eixos, sendo 3 do cavalo mecânico e 4 do semirreboque. Possui comprimento máximo de 19,80 metros e PBTC máxima de até 57 toneladas.

Formado por dois semirreboques ligados por um Dolly. É um tipo de veículo que precisa de Autorização Especial de Trânsito (AET) para rodar, já que excede as dimensões e peso estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN)

Especificações do Rodotrem: é composto por 9 eixos, sendo 3 cavalos mecânico e 6 semirreboques. O comprimento máximo pode chegar até 30 metros e PBTC máximo de 74 toneladas.

Como escolher o veículo ideal para a sua operação?

Como mencionado acima, os veículos são classificados de acordo com tamanho, peso e capacidade de carregamento. Por isso, para escolher o que melhor se encaixa na sua operação, observe os três pontos abaixo:

  1. Distância e trajeto: nem todo veículo foi projetado para a rodovia e, da mesma forma, nem todos são ideais para a cidade. Se você vai atuar em ambientes urbanos com distribuição, opte por veículos menores e mais leves, como o VUC. Já nas rodovias e longas distâncias, é melhor que seja utilizado um veículo mais pesado.
  2. Custo: nenhuma escolha pode ser feita sem olhar para o orçamento da transportadora. Por isso, antes de mais nada, entenda quais os custos que o veículo demanda. 
  3. Autorizações: como comentado no rodotrem, nem todo veículo está autorizado a trafegar em todos os locais. Verifique a legislação do seu trajeto e as especificações de cada veículo. 

Olhando para esses três pontos principais, fica mais fácil entender quais veículos farão sentido aí na sua operação. 

Economia multimarcas: tecnologia para quem busca rentabilidade

Muitos profissionais ficam na dúvida de como tornar uma viagem realmente rentável. O tipo do caminhão, modelo e marca podem impactar no custo operacional, mas o que realmente muda a forma de economizar é como esse veículo está sendo conduzido.

Com a Gobrax, a gestão da condução econômica, segura e eficiente torna-se simples e automatizada. Nossa tecnologia é 100% multimarcas, adaptando-se a qualquer frota para oferecer uma visão clara do desempenho de cada veículo e motorista.

Quer saber onde a economia acontece na prática? Confira os indicadores que ajudamos a acompanhar:

Esses pilares da condução técnica são analisados em tempo real pela Gobrax, entregando dados acionáveis para gestores e feedbacks educativos para motoristas.

Deseja descobrir como ajudamos transportadoras a reduzirem custos em, no mínimo, 6% ao mês? Fale agora com um de nossos especialistas.

Comece uma conversa agora.

Da compra ao repasse: como reduzir o custo de diesel em transportadoras

O preço do diesel não dá trégua. No momento desta publicação, 27/03/2026, o combustível já acumula uma alta de quase 20%, de acordo com publicação da UOL Notícia, disparando o sinal de alerta no setor de transporte. Afinal, em muitas operações, o abastecimento chega a representar 45% dos custos totais.

Diante desse cenário, gestores buscam estratégias para blindar o caixa da transportadora. No entanto, a maioria das ações limita-se a apenas duas frentes: a compra do insumo e a negociação do frete.

Neste artigo, além de explorar como otimizar essas duas pontas, vamos apresentar um terceiro pilar essencial para equilibrar as contas e garantir a rentabilidade da sua frota.

Compra do diesel: como negociar e não levar prejuízo

Nesse cenário, qualquer margem de economia é bem-vinda. Por isso, negociar o preço do combustível é essencial para reduzir o custo da operação. Os centavos de diferença entre uma bomba e outra, quando calculados em várias viagens e diversos veículos, tornam-se uma bola de neve da economia ou do gasto.

Separamos abaixo algumas ações primordiais para quem está negociando o diesel:

Acompanhamento de preço: o óbvio também precisa ser dito. Olhe de hora em hora e em diferentes distribuidoras, o preço do combustível. Esse acompanhamento é o que garante que você está negociando pelo melhor valor e, também, o que permite criar análises projetivas para as próximas compras. 

Informe-se sobre a distribuidora: cuidado em limitar sua análise de compra apenas ao preço. Mesmo diante de muita fiscalização, há distribuidoras que fogem da lei. Pesquise sobre o local, procure indicações e questione o vendedor sobre as certificações de qualidade do local e produto.

Localização importa: não adianta nada comprar barato se a logística de entrega ou abastecimento não for funcional.  Quanto mais perto a distribuidora, menores os riscos de atrasos. Se a transportadora opta pelo abastecimento em postos, é essencial alinhar o ponto da parada com a rota da frota. Esses cuidados evitam gastos desnecessários de combustível (desvio de rota) ou necessidade de veículos parados (atrasos na entrega).

Informe-se: em um cenário de volatilidade, acompanhar de perto as oscilações no preço do diesel e os desdobramentos dos conflitos geopolíticos é fundamental. Essa análise contínua permite antecipar cenários e tomar decisões mais estratégicas para o seu negócio.

Atenção ao consumo: comprar bem é apenas o primeiro passo; a verdadeira economia acontece na gestão de consumo de diesel. Acompanhar indicadores de desempenho não apenas orienta o planejamento de compras, mas revela onde atuar para reduzir custos. Detalharemos essas estratégias a seguir.

Negociação do frete: pontos essenciais da negociação

A tecnologia integra sensores instalados diretamente no pavimento a pórticos posicionados sobre a Com as incertezas de preço no horizonte, o transportador não pode ficar de braços cruzados enquanto a margem de lucro diminui. Negociar com o embarcador de forma estratégica, justa e profissional é a única saída para manter a sustentabilidade do negócio.

Confira quatro formas práticas de fortalecer sua negociação:

Atualize seu custo por KM em tempo real

Com a volatilidade do diesel, o custo calculado ontem já não serve para a carga de hoje. Nunca baseie seu preço apenas na concorrência ou no “valor de mercado”. É fundamental conhecer seu ponto de equilíbrio atualizado para garantir que você não está pagando para trabalhar.

Precifique o tempo de carga e descarga

Caminhão parado é dreno de rentabilidade, especialmente quando os custos fixos estão elevados. Se o cliente retém o veículo além do combinado, esse tempo deve ser precificado ou negociado como estadia. Lembre-se: cada hora ociosa aumenta o peso do custo fixo sobre a viagem.

Documente tudo para embasar o reajuste

Especialmente em contratos de longo prazo, mantenha um registro rigoroso de todas as notas fiscais de abastecimento. Mais do que simples comprovantes, esses documentos permitem mensurar o impacto percentual exato da alta do combustível na sua operação, oferecendo argumentos reais e inquestionáveis na hora de apresentar o cenário ao embarcador.

Use inteligência de dados a seu favor

A tecnologia é sua maior aliada. Utilize plataformas de gestão e acompanhamento de frota para observar o consumo médio e identificar gargalos. Com dados em mãos, você consegue provar a eficiência da sua operação e trabalhar na redução de custos internos, protegendo sua margem de lucro mesmo em tempos de crise.

Eficiência energética: a única barreira contra a instabilidade do mercado

Embora a gestão da compra e o repasse no frete sejam medidas essenciais, eles não são infalíveis. Em um cenário de alta volatilidade, depender apenas dessas duas pontas é arriscado. 

Além disso, precisamos encarar um risco ainda maior: a possibilidade real de desabastecimento. Em uma situação de falta de diesel, nem a melhor negociação de frete, nem o maior poder de compra serão capazes de manter as rodas girando.

Por isso, o cuidado precisa estar no consumo eficiente do combustível. Na operação, é a postura ao volante quem dita se a transportadora irá garantir ou não uma boa margem de lucro. Portanto, ter uma equipe de motoristas alinhada às boas práticas de condução do veículo é essencial.
Para se aprofundar no assunto do aumento do diesel e conhecer estratégias que vão mudar sua visão sobre o enfrentamento desse cenário, baixe nosso e-book gratuito “Guia para economizar diesel em transportadoras”.

Como garantir eficiência energética e gerencial?

Agora que você já sabe da importância de uma condução eficiente, que tal entender quais as práticas que geram economia de combustível? Abaixo, separamos 5 métricas principais que devem ser acompanhadas por quem quer reduzir custo operacional:

  1. Motor ligado parado;
  2. Faixa verde;
  3. Uso do freio motor;
  4. Aproveitamento de embalo;
  5. Pressão no pedal.

Ficar de olho nesses indicadores é importante, mas incentivar que os motoristas da frota se guiem por eles é essencial. Sem uma equipe focada em fazer a melhor entrega, não há estratégia que faça milagre.

Pensando nisso, a Gobrax foi criada para auxiliar o gestor no acompanhamento das métricas de condução, enquanto incentiva o motorista por meio de um aplicativo gamificado. Envolvendo todo mundo no processo, a operação fica mais clara, mensurável e econômica. 

Quer saber mais sobre como começar a economizar diesel hoje? Assine a nossa newsletter “Pit Stop” e receba conteúdos exclusivos e atualizados semanalmente! 

Nos vemos na estrada! 👋

Aumento do diesel: como atravessar esse cenário sem abrir mão das metas ESG

Nas últimas semanas, o preço do diesel é um assunto que vem preocupando o setor do transporte rodoviário de cargas. Não é por menos, já que o combustível pode representar até 45% dos custos operacionais para as transportadoras.

Por outro lado, as práticas de ESG são pilares ambientais, sociais e de governança, que a maioria das empresas já seguem. Diante de metas a serem cumpridas, a operação dessas organizações passa a ser pensada de ponta a ponta e envolve toda a carreira de parceiros.

Por isso, para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), é de suma importância estar alinhado a essas diretrizes, zelando por uma das principais metas ESG: a redução de emissão de gases do efeito estufa. São atitudes como essa, que colocam a operação em destaque e garantem a competitividade da transportadora no mercado.

Mas como e por que se preocupar com isso agora, diante da pressão causada pela alta do diesel? Neste artigo, você entenderá como guiar-se pelas práticas ESG pode ser benéfico para a transportadora, para os parceiros e, principalmente, para o bolso.

Contexto: por que o diesel está subindo?

Recentemente, o preço do diesel tem sofrido altas praticamente diárias. O motivo? O mercado internacional passou a receber 30% a menos de petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, um dos principais canais de escoamento do mundo. Essa medida é um dos desdobramentos do conflito entre Irã e Israel que, desde o final de fevereiro, vem se intensificando.

Nesse cenário, o clima de insegurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) aumenta consideravelmente. Até a data de publicação deste artigo, o valor do diesel já acumulava alta de R$0,90 por litro. Para uma transportadora, isso pode desequilibrar o fluxo de caixa e forçar a redução drástica de outras despesas essenciais.

Nesse cenário, guiar-se pelas práticas ESG pode ser o caminho mais seguro para lidar com a crise.

Práticas ESG:  como e por que manter em períodos de crise

Do inglês Environmental, Social and Governance, a sigla ESG refere-se a um conjunto de boas práticas fundamentais para:

No transporte de cargas, esses pilares conectam-se diretamente a três pontos críticos da operação: o consumo de diesel, a eficiência operacional e o modelo de liderança. Acompanhe como cada um desses pilares pode ser aplicado na prática.

Ambiental: o motor da economia

Como mencionamos, a redução da emissão de gases de efeito estufa é um dos pilares centrais do ESG. Na rotina da operação, esse compromisso traduz-se diretamente em eficiência energética e melhor aproveitamento do combustível.

Algumas práticas fundamentais para reduzir o consumo e, consequentemente, as emissões de CO2 incluem:

Essas atitudes definem uma condução consciente e econômica. Mas o grande desafio é: como manter o motorista engajado nessas boas práticas? Confira esta dica estratégica:

Social: o freio para a insegurança

A maneira como você gere e se comunica com sua equipe impacta diretamente as metas ESG. Por isso, é fundamental integrar ao calendário da operação programas de bem-estar, segurança no trabalho e desenvolvimento social.

Em cenários de incerteza, como a atual alta dos combustíveis, equilibrar essas frentes é um grande desafio. É natural que surjam dúvidas sobre estabilidade, salários e mudanças nos processos internos. Para manter a confiança do time e a saúde do negócio, a principal estratégia é:

Governança: o farol da operação

Quase que um complemento do tópico anterior, a governança diz respeito às atitudes da gestão e liderança. O ponto principal aqui é: como manter a transparência e ética dentro organizacional, especialmente em momentos de crise?

Equilibrar esses valores é um desafio complexo, já que crises exigem mudanças de processos, cortes de custos operacionais e decisões críticas. Nesse cenário, o melhor caminho será sempre a transparência e o respaldo técnico.

Como a Gobrax pode te ajudar?

A Gobrax é uma tecnologia que entrega muito mais do que plataforma e aplicativo; somos o parceiro com quem você pode contar em qualquer momento. Além de otimizar o dia a dia da sua operação, servimos como suporte estratégico para as decisões mais complexas.

Diante do cenário atual, estamos prontos para ajudar sua transportadora atuando com tecnologia voltada para a economia de diesel. Com a proposta de diminuir os custos de operação, proporcionamos:

Essas são apenas algumas das vantagens de ser um parceiro Gobrax. Quem já utiliza sabe: nossa tecnologia garante uma economia mínima mensal de 4% no diesel. Em um cenário de alta nos combustíveis, a decisão de reduzir o consumo deve estar nas suas mãos.

Quer continuar por dentro do aumento do diesel? Inscreva-se na nossa newsletter Pit Stop, onde você receberá atualizações e dicas exclusivas sobre esse assunto. Esperamos você!

Pesagem em movimento: a tecnologia que veio para ficar

Os pontos de pesagem estrategicamente distribuídos pelas rodovias brasileiras permitem que órgãos como o DNIT e a ANTT monitorem o fluxo de mercadorias e identifiquem as demandas de infraestrutura essenciais ao setor logístico. Além disso, essas estruturas funcionam como um mecanismo de fiscalização, assegurando a conformidade entre o valor do frete registrado e a carga efetivamente transportada.

Em alguns pontos, o processo de pesagem ainda necessita da parada completa do veículo na área de balança, o que passa a ser desnecessário com a nova tecnologia HS-WIM. Neste artigo, você vai conhecer melhor esse sistema e entender o que ele trás de novo para o TRC. 

O que é balança dinâmica ou HS-WIM

Sigla para o termo em inglês High Speed Weigh-in-Motion, o HS-WIM é um sistema de pesagem em alta velocidade que permite a aferição completa de veículos de carga sem a necessidade de parada ou redução drástica de velocidade.

Embora os estudos sobre essa tecnologia tenham se iniciado na década de 1990, sua discussão e regulamentação no Brasil ganharam força apenas a partir de 2021. Foi nesse mesmo ano que ocorreu a primeira implementação do sistema em solo nacional, na rodovia BR-101, em um trecho localizado no Espírito Santo.

Contudo, após a instalação, o sistema passou por um rigoroso período de testes e homologação pelo Inmetro, o que resultou no início efetivo das fiscalizações e autuações somente em 2024.

Como funciona a pesagem dinâmica

A tecnologia integra sensores instalados diretamente no pavimento a pórticos posicionados sobre a rodovia. Ao transitar por esses pontos, o veículo é submetido a um escaneamento completo que identifica o Peso Bruto Total (PBT), o peso por eixo (ou conjunto de eixos) e as dimensões totais da composição.

Abaixo, detalhamos os principais componentes do sistema e suas respectivas funções:

Durante a passagem, os pórticos sinalizam se o seu veículo está apto para seguir viagem ou se precisará realizar parada no próximo posto geral de verificação, para uma segunda avaliação.

Principais características e benefícios da pesagem em movimento

De acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), há diversos benefícios previstos para o transporte rodoviário de cargas com a implementação das balanças HS-WIM. Dentre esses benefícios, o órgão cita:

Ou seja, o que a nova tecnologia de balanças promete é a eficiência integral no que diz respeito a pesagem de veículos.

A pesagem é obrigatória?

Sim, de acordo com a resolução CONTRAM n° 9052/2022, todos os veículos pesados (ônibus, caminhões, torres e outros) são obrigados a passar pela balança de pesagem. O descumprimento dessa norma, pode acarretar ao transportador penalidades financeiras e administrativas, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

No modelo HS-WIM, entretanto, essa dinâmica muda: a fiscalização ocorre de forma automática e imperceptível, uma vez que os sensores estão integrados diretamente à pista de rolamento. Isso elimina a necessidade de o motorista desviar o trajeto para uma balança física, a menos que o sistema identifique uma irregularidade e solicite a pesagem de precisão.

Balança tradicional x Balança HS-WIM

Para simplificar o entendimento em relação às diferenças entre o modelo de balança tradicional e a tecnologia HS-WIM, a Gobrax preparou uma tabela comparativa que você confere abaixo.

As informações para a tabela acima, foram coletadas em uma matéria publicada pela Ecorodovias, concessionária pioneira na instalação das primeiras balança com sistema HS-WIM no Brasil.  As informações foram coletadas em um mesmo período de uso das balanças.

Você não precisa assumir esse peso sozinho

Diante do avanço das tecnologias de fiscalização, ferramentas que ajudam a gerir os custos de forma eficiente tornaram-se indispensáveis. Nesse cenário, ter uma equipe engajada e alinhada às melhores práticas de condução é o diesel que faz o motor da sua operação rodar.

Você não precisa estar sozinho nessa jornada. Escolha quem garante as informações necessárias para gerir seu negócio com previsibilidade e praticidade.

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Gestão de pneus: transformando custo inevitável em resultado

Quando se fala em eficiência no transporte rodoviário, quase todo mundo pensa primeiro em diesel. Porém, existe um segundo centro de custo poderoso: a gestão de pneus. Custo que, inclusive, pode mudar drasticamente o caixa da transportadora. Se hoje sua empresa enxerga pneu apenas como despesa, este conteúdo pode ser o ponto de virada.

Da borracharia ao departamento: o primeiro passo da gestão de pneus

A gestão de pneus começa bem antes da compra. Ou seja, começa na forma como a empresa enxerga o assunto. A cena clássica você conhece:

“Segue lá no fundo, perto do galpão… ali é a borracharia.”

Entretanto, essa visão cria um efeito imediato: pneus passam a ser “problemas para apagar”, e não custos para gerir.
As transportadoras mais maduras já enxergam diferente. Elas:

Assim, abre-se espaço para decisões melhores.

Controle não é gestão de pneus

Muita frota acha que faz gestão de pneus… porém, só faz controle.

Controle é o básico:

Importante? Claro. Mas, isso não reduz custo.
A gestão começa quando você passa a responder perguntas como:

É aqui que entra o CPK. Consequentemente, ele é o divisor entre achismo e estratégia.

O CPK é a bússola da gestão de pneus

Sem CPK, compra vira:

Com CPK, ao contrário, vira decisão técnica.

E algumas perguntas passam a fazer sentido:

CPK muda tudo.

“Tenho 400 pneus sem controle nenhum. Por onde começo?”

Comece organizando. Primeiro, faça um inventário bruto:

Depois, coloque tudo em um sistema, mesmo que básico.
E, principalmente, defina um responsável. Afinal, sem dono, a gestão morre na primeira semana.

Crie rotina mínima:

Dessa forma, a gestão de pneus começa no pátio, não no software.

Os detalhes invisíveis que acabam com o pneu

Desgaste irregular nunca é azar. Ao contrário, é sintoma.
E, normalmente, o problema está fora do pneu.

Os vilões mais comuns:

Consequentemente, o pé do motorista decide se você compra mais ou menos pneus no final do ciclo.

Por isso, não existe gestão de pneus sem treinamento, reconhecimento e envolvimento dos motoristas.

Recapagem na gestão de pneus: aliada ou prejuízo?

Muita empresa ainda acredita que recapar = economizar. Porém, nem sempre.

A 2ª vida costuma ser excelente.
A 3ª vida, por outro lado, vira loteria.

Quando a recapagem dá errado, quase nunca é culpa da recapadora. Geralmente, a carcaça já chega destruída.

E o que destrói a carcaça?
Calibragem baixa, desalinhamento, impacto, temperatura, arraste, condução agressiva e o famoso “deixa rodar mais um pouco”.

A gestão de pneus precisa responder três perguntas:

Essas escolhas movem dinheiro para dentro (ou para fora) da operação.

Vida longa x vida econômica

Esse ponto confunde muita gente.
Afinal, um pneu que rodou muito não necessariamente gerou economia.

Nas vidas avançadas, o pneu pode:

Ou seja, às vezes roda muito… mas roda mal.

Gestão de pneus é gestão financeira

No fim, tudo volta para o mesmo lugar: gestão de pneus é gerenciamento de dinheiro.

Quem só anota km e troca quando estoura, inevitavelmente, paga mais caro.
Quem mede, compara e ajusta, por consequência, economiza sem comprometer a segurança.

E tem um ponto final: Gestão de pneus não começa na oficina. Começa no motorista e termina no caixa.

Na Gobrax, sabemos que pneus, diesel e manutenção formam um tripé. Assim como tudo na operação, um impacta o outro. Nenhum resultado acontece sozinho.

A estrada sempre ensina, e a gente está aqui para traduzir isso em resultado. 🚚

Descarbonização no TRC: o futuro sustentável do setor rodoviário

A descarbonização no TRC (Transporte Rodoviário de Cargas) é um dos principais desafios e oportunidades do setor logístico nos próximos anos.
Que o transporte está no centro da transição para uma economia de baixo carbono já sabemos. Por isso, o Brasil apresentou à ONU a sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), documento que define metas nacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa.
Com a nova proposta, o país pretende reduzir entre 59% e 67% das emissões até 2035 e alcançar a neutralidade climática até 2050.
Essas metas representam um marco importante na busca por um transporte rodoviário mais sustentável e inteligente.

O que é a NDC e por que ela importa para a descarbonização no TRC?

A NDC (Nationally Determined Contribution) é o compromisso oficial de cada país com as Nações Unidas para reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Em outras palavras, é o plano que transforma metas globais em ações práticas dentro de cada economia.
No Brasil, ela é acompanhada de planos concretos, como o Plano de Transformação Ecológica e o Plano Clima, que estabelecem metas por setor, inclusive para o transporte rodoviário.

Esses planos devem ser finalizados até 2025, com indicadores absolutos de redução de CO₂.
Na prática, para o transporte, isso significa:

Essas medidas, além de ambientais, geram ganhos diretos em produtividade e economia.

O papel da tecnologia na descarbonização no TRC

Ou seja, tecnologia e sustentabilidade caminham lado a lado, impulsionando eficiência e crescimento.

Sustentabilidade é eficiência

Sustentabilidade não é custo, é consequência de boa gestão.
Cada litro de diesel economizado representa menos emissões, menos desgaste mecânico e mais rentabilidade.
Por isso, a descarbonização no TRC não deve ser vista apenas como uma meta ambiental, mas também como estratégia de eficiência operacional e competitividade.

Dessa forma, quanto mais eficiente for a operação, menor será o impacto ambiental e maior será o retorno financeiro.

Como as transportadoras podem se antecipar

As mudanças previstas na NDC trarão novas exigências regulatórias e abrirão espaço para diferenciação no mercado.
Por outro lado, transportadoras que demorarem a agir podem perder competitividade.

Portanto, quem começar agora a medir e reportar seus indicadores ambientais estará um passo à frente.
Algumas ações práticas incluem:

Um olhar para o futuro

O Brasil mostra que é possível crescer de forma sustentável e liderar a transição global.
Com a descarbonização no transporte rodoviário, o país não apenas cumpre metas climáticas, mas também moderniza sua logística e cria valor para todo o ecossistema do transporte.

A estrada para o futuro é digital, eficiente e verde.
E cada gestor de frota tem um papel essencial nessa jornada.

Frota própria: quando faz sentido investir?

Ter uma frota própria é uma decisão de grande impacto para qualquer empresa que depende do transporte de cargas. Mais do que comprar caminhões, trata-se de definir o rumo da operação logística e o nível de controle que a empresa quer ter sobre o seu processo. Essa escolha pode significar mais eficiência e previsibilidade, mas também envolve investimento, estrutura e uma gestão de alto nível.

Neste artigo, você vai entender quando a frota própria é vantajosa, quais são os desafios desse modelo e como empresas têm equilibrado transporte interno e terceirizado para alcançar o máximo de eficiência operacional.

O que é uma frota própria e por que as empresas apostam nela

Ter uma frota própria significa que a empresa assume diretamente o transporte de suas cargas, com veículos e motoristas sob seu controle. Essa estrutura é mais comum em indústrias, empresas agropecuárias, frigoríficas e do setor alimentício, por exemplo, alguns parceiros Gobrax, como: Madero, Avenorte e Sítio da Serra, que tem a logística centralizada.

A principal motivação para investir em uma frota interna é o desejo de autonomia. Com controle total sobre o transporte, a empresa consegue planejar rotas, manter padrões de qualidade e reagir com rapidez a mudanças de demanda.

Vantagens de ter frota própria

Adotar uma frota própria oferece diversos benefícios estratégicos. O primeiro é o controle total da operação. A empresa define as rotas, horários e políticas de manutenção, reduzindo gargalos e aumentando a confiabilidade das entregas.

Outro ponto positivo é a padronização. Em setores sensíveis como o de alimentos ou combustíveis, manter padrões operacionais é essencial para garantir segurança e qualidade.

Há também o fator agilidade: com veículos à disposição, a empresa pode reagir rapidamente a imprevistos, ajustando rotas ou volumes sem depender da disponibilidade de terceiros.

Além disso, a frota própria pode gerar economia a longo prazo. Embora o investimento inicial seja alto, a eliminação de margens de intermediação e o melhor aproveitamento dos veículos trazem retorno financeiro com o tempo.

Por fim, há um benefício de branding. Caminhões padronizados com a marca da empresa reforçam a imagem de confiabilidade e profissionalismo, além de aumentarem a visibilidade da marca nas estradas.

Desvantagens e desafios da frota própria

Por outro lado, manter uma frota própria não é tarefa simples. O primeiro desafio é o alto investimento inicial. Comprar veículos, montar estrutura, contratar motoristas e implantar sistemas de gestão exige capital considerável.

Depois, vêm os custos recorrentes, como combustível, manutenção, pneus, licenciamento e seguros, que se tornam despesas fixas mensais.

Outro ponto é a necessidade de estrutura física e equipe dedicada. É preciso contar com garagem, espaço para manutenção e profissionais especializados em gestão e operação.

Por fim, a gestão se torna mais complexa. O controle de desempenho passa a ser totalmente interno, exigindo processos claros e tecnologia adequada para evitar ineficiências e perdas financeiras.

Quando vale a pena investir em frota própria

Nem toda empresa precisa internalizar o TRC. Mas em casos com alto volume, previsibilidade e criticidade, pode ser o caminho natural da maturidade logística.

Sinais de que vale a pena considerar:

E quando terceirizar é a melhor opção

Há muitos casos em que terceirizar o transporte é a escolha mais inteligente, principalmente para empresas pequenas e médias ou para operações com rotas variáveis e volumes sazonais.

Nessas situações, uma frota própria pode gerar custos desnecessários com veículos ociosos. Já a terceirização oferece flexibilidade e escala, aproveitando a estrutura e a experiência de transportadoras especializadas.

O modelo híbrido, em que parte da frota é própria e parte terceirizada, tem se tornado o mais comum, pois combina controle operacional com eficiência financeira.

Como transportadoras podem atender empresas com frota própria

Algumas boas práticas incluem:

Tecnologia: indispensável para qualquer frota

A tecnologia é o que transforma operações rodoviárias em transporte inteligente.
Com sistemas modernos de tecnologia e instrução de motoristas, é possível não apenas reduzir o consumo de combustível, mas também acompanhar hábitos de direção, planejar manutenções preventivas e, consequentemente, garantir mais segurança nas estradas.

Além disso, a digitalização dos processos traz mais previsibilidade e agilidade para as decisões do gestor. Assim, as informações deixam de ser apenas números e se transformam em inteligência aplicada à operação.

Por outro lado, empresas que ainda não utilizam ferramentas tecnológicas acabam enfrentando desperdícios, atrasos e falta de controle sobre os custos. Portanto, investir em tecnologia não é mais um diferencial, é uma necessidade para quem busca eficiência real no transporte rodoviário.

Quer descobrir como a tecnologia pode transformar a gestão da sua frota?

Futuro do Transporte Rodoviário: o motorista como protagonista

O futuro do Transporte Rodoviário é sempre uma caixa de surpresas. Além disso, o setor é responsável por movimentar a maior parte dos produtos no Brasil, o que traz pressões externas constantes: tarifas internacionais, mudanças energéticas, custos crescentes e, sobretudo, a falta de mão de obra qualificada.

No entanto, se antes a estratégia era “esperar a maré melhorar”, hoje essa postura representa risco. A estabilidade é exceção, não regra. Por isso, quem não age preventivamente fica vulnerável.

Assim, o caminho passa pela tecnologia e, o destaque fica para quem principalmente começa a enxergar o motorista como protagonista da operação.

Impactos expõem imprevistos no Transporte Rodoviário

O mercado internacional trouxe um exemplo claro de como fatores externos podem mudar o jogo de forma imediata. Nesse sentido, três pontos recentes ilustram bem essa instabilidade:

Tarifas dos EUA

Desde agosto de 2025, a alta das tarifas de importação reduziu a demanda de fretes. De acordo com a NTC&Logística, 82% das transportadoras registraram queda.

Oscilação nos preços de frete

Ao mesmo tempo, enquanto uma parcela relata aumento nas tarifas, a outra metade registra queda, reforçando a imprevisibilidade nos valores.

Aumento do biodiesel no diesel

A mistura passou de 14% para 15%, gerando aumento médio de 7% em custos de manutenção por veículo e riscos técnicos como oxidação e entupimento.

O futuro do Transporte Rodoviário: recessão, custos e novos mercados

As próprias empresas do setor já falam em cenários de insegurança econômica, risco de recessão e necessidade de ajustes operacionais. Além disso, cresce a busca por novos mercados fora dos EUA, o que demonstra uma tentativa de diversificação que, por sua vez, exige mais estratégia logística e maior capacidade de adaptação.

O fator humano: a falta de motoristas

Além disso, esse problema não é exclusivo do Brasil: países como Alemanha, Reino Unido e México enfrentam a mesma escassez.

Nos Estados Unidos, por exemplo, empresas oferecem salários acima de US$ 2.500 por semana, ainda assim, não conseguem preencher suas frotas.

A mudança geracional e o motorista como protagonista

Não basta aumentar salários. Pesquisas apontam que as novas gerações priorizam liberdade, flexibilidade e qualidade de vida. Para 75% dos nascidos a partir da geração Y, a sensação de liberdade pesa mais que a remuneração.

Caminhos para atravessar a instabilidade e focar no futuro

O futuro do transporte rodoviário de cargas passa por três pilares que se conectam de forma estratégica:

“As transportadoras precisam enxergar o motorista como peça central do negócio. Investir na qualificação, no bem-estar e na tecnologia aplicada ao motorista é fundamental para tornar essa profissão novamente atrativa.”

Gobrax no Logística do Futuro 2025