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Reforma Tributária no TRC: como se preparar

A Reforma Tributária inaugura um novo modelo de tributação no Brasil e inicia, a partir de 2026, um longo período de transição que vai até 2033.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), não se trata de um ajuste pontual. Estamos falando de uma mudança estrutural na forma de calcular, controlar e gerir tributos, com impactos diretos no custo da operação, na formação do frete e na competitividade das transportadoras.

Neste artigo, reunimos os principais pontos da reforma e o que gestores e decisores do setor precisam observar desde já.

O que muda com a Reforma Tributária

O modelo atual da Reforma Tributária, baseado em tributos como PIS, COFINS, ICMS e ISS, será gradualmente substituído por um sistema conhecido como IVA Dual, composto por dois impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): de competência federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): de competência estadual e municipal

A proposta busca simplificar a estrutura tributária, reduzir distorções históricas e aumentar a transparência, especialmente em setores que operam em múltiplos estados, como o TRC.

O que é o IVA Dual na prática

Na prática, o IVA Dual traz três mudanças importantes:

  • Incidência sobre bens e serviços;
  • Cobrança no destino, e não mais na origem;
  • Regime de não cumulatividade, com possibilidade de créditos mais amplos.

Durante o período de transição, os dois sistemas vão conviver. Isso aumenta a complexidade operacional e exige atenção redobrada das empresas para evitar erros, perdas de crédito e aumento de custo efetivo.

Créditos tributários: oportunidade e risco

Um dos pilares da Reforma Tributária é a não cumulatividade plena. Isso permite que transportadoras se creditem dos tributos pagos sobre diversos insumos essenciais da operação, como:

  • Combustível;
  • Pneus;
  • Manutenção;
  • Serviços diretamente ligados à operação.

Para empresas com boa estrutura de controle, isso pode representar ganho de eficiência e melhor previsibilidade financeira.

Por outro lado, o novo modelo exige processos bem definidos, sistemas preparados e controle detalhado das operações. Sem isso, o risco é perder créditos, elevar o custo efetivo e comprometer a competitividade.

Alíquota e impacto no preço do frete

A alíquota de referência do IVA Dual ainda será definida, mas as estimativas atuais apontam algo entre 26,5% e 28%.

Na prática:

  • Empresas que não gerenciarem bem seus créditos podem sentir aumento no custo final;
  • O impacto tende a aparecer no preço do frete;
  • Em cadeia, isso influencia o custo da indústria, do comércio e o preço dos produtos.

Outro ponto relevante é o aumento da transparência. Embarcadores terão mais clareza sobre a carga tributária embutida no serviço, o que muda a dinâmica das negociações.

O olhar da CNT sobre a Reforma Tributária

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) reconhece que a reforma é necessária para melhorar o ambiente de negócios, aumentar a segurança jurídica e estimular o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, a entidade reforça a importância de uma reforma que seja:

  • Justa;
  • Neutra;
  • Simples;
  • Sem aumento da carga tributária global ou setorial.

Uma das principais preocupações está na tributação de insumos essenciais, como combustível, energia e mão de obra. Dependendo da forma de aplicação das alíquotas e do aproveitamento dos créditos, o efeito pode ser contrário ao desejado, impactando diretamente o custo do frete e o chamado custo Brasil.

A Reforma Tributária já começou, e o preparo faz a diferença

Embora a transição se inicie em 2026, o momento de se preparar é agora. Com mais rigor na apuração de créditos, maior transparência e novos modelos de cobrança, transportadoras que dominam seus dados operacionais e financeiros saem na frente.

É nesse contexto que a tecnologia deixa de ser apenas registro e passa a ser apoio real à decisão.

A Gobrax atua ao lado de transportadoras de todo o Mercosul ajudando a transformar dados operacionais em decisões mais seguras, inclusive em cenários de mudança estrutural como a Reforma Tributária.

Quem entende sua operação com profundidade, enfrenta mudanças com mais previsibilidade.

Nos encontramos na estrada!